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DIREITO ANIMAL

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Um dos grandes debates que cerca o mundo acadêmico é em torno da existência ou não de direito para animais. Seria correta uma legislação especifica para eles? Até onde pode chegar essa ânsia do homem em coordenar e conduzir tudo nesse mundo?

Com todas essas catástrofes ambientais, tem se dado um enfoque muito grande na natureza como um todo. A teoria que desponta como pioneira nesse setor é a tese de Gaia, na qual a terra seria como um grande bioma e todos os seres vivos seriam partes interligadas desse sistema. Sendo assim a nossa vida é dependente da vida dos tidos como irracionais, o que torna mais que necessário uma tutela especial para estes.

O que realmente entra em choque ao se discutir o direito para animais é a real compreensão que o homem tem da natureza. A visão mais predominante é a utilitarista, que enxerga o meio ambiente como fornecedor de material. O ser humano deveria utilizar da natureza da maneira que melhor lhe satisfaça para poder ter uma vida plena e confortável. E assim nós “evoluímos”, fizemos três revoluções industriais, geramos um aquecimento global intenso, aumentamos o buraco da camada de ozônio, causamos a extinção de inúmeras espécies animais e vegetais e tantos outros “grandes” feitos. Essa concepção acredita que os animais só possuem valor quando pode ser usufruído pelo ser humano, esse tipo de visão que critica uma tutela especial para esses seres. Estariam os destruidores do bioma terrestre corretos?

“O homem não é o único animal que pensa. Entretanto é o único que pensa não ser animal.” Essa frase de Pascal, retrata a visão antropocêntrica do homem. Uma alegada superioridade que torna-se questionável ao se notar quer não há casos registrados de golfinhos poluindo o oceano, ou leões destruindo a selva. Já nós humanos poluímos o próprio ar que respiramos, colocamos agrotóxicos nas frutas e vegetais que vamos comer. Se realmente pensarmos veremos que não somos tão pensantes.

Tutelar direito para animais não é essencial só para eles e sim para o globo, é mais que necessário preservamos nosso habitat. Essa sim seria a maior prova da superioridade humana. Se somos um ser de intelecto superior deveríamos proteger e assegurar a existência das diversas formas de vida, e não maltratá-las ou levá-las a extinção, nossa própria existência é dependente, onde está a racionalidade em causarmos nossa própria aniquilação?

O direito é algo feito pelo homem, então é algo feito por um animal. É somos animais sim, apesar de acreditarmos sermos distintos continuamos sendo “bichos” e nada mais correto do que estender nossos direitos aos nossos “companheiros” de reino ecológico. Legislar sobre o direito animal é proteger a vida e a existência desse planeta em busca de uma homeostase.

Luís Felipe e Rafael Sangiovanni

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Lembranças apagadas!

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Os monumentos históricos de Salvador estão se perdendo com o tempo e descaso. É de fundamental relevância que os problemas sejam sanados e reconheça-se a importância dos nossos monumentos.

Não é difícil de encontrar usuários de drogas e traficantes no Pelourinho nas noites de Salvador. Também não é mais de se espantar com notícias de Marquises e até mesmo fachadas inteiras de prédios que desmoronaram no comércio e em outros pontos históricos. A parte “Velha” da cidade se tornou um Mix de Cracolândia e ruínas perdidas.

E nada é feito, enquanto séculos de história viram entulho e destroço, discutimos apenas um plano de expansão da orla, a criação de verdadeiros “feudos” na avenida paralela. Fechamos  os olhos para nossa verdadeira cidade, assim como o fazemos para o nosso povo. A “antiga” Salvador está entregue ao relento, tráfico de drogas, turismo sexual, tudo está presente lá. Seria o presente marcando o nosso passado.

Como pode um povo se sustentar sem ter do que se orgulhar? Essa degradação é péssima para todos nós brasileiros, que perdemos cada vez mais a nossa cultura e história, afinal de contas, “O Brasil nasceu aqui.”  E triste para humanidade, muito dos nossos monumentos são patrimônio da humanidade, e nosso descuido e carência de zelo para com estes, impedirá que as próximas gerações tenham a oportunidade de desfrutar e entender história do seu próprio povo.

Preservando os monumentos todos se beneficiam. É a preservação dos nossos laços históricos, das nossas culturas. Milhares de negros morreram no pelourinho, o que restou de lá é a lembrança de que tudo isso já foi superado e vencido. As igrejas que catequizaram os nossos índios, que serviram de “Start” para muitos pontos da cidade, agora mais parecem com um gigantesco mictório, parada obrigatória de bêbados e mal-educados. Toda a nossa história, mesmo ela sendo em alguns momentos suja e grotesca deve ser conservada.

Todas grandes cidades do mundo tem uma atenção especial com seus símbolos, afinal o que seria de Roma sem o Coliseu? De Paris sem o arco do triunfo? E assim devemos fazer com os nossos, preservar o Farol, o pelourinho, os fortes e todos os outros monumentos que marcaram a nossa história.

Com uma maior preservação cultural, a cidade atrairia mais turistas, geraria mais renda e cultivaria as nossas raízes, preservando-as. Afinal, o que acontece com uma árvore sem as suas  raízes?
Pense direito.

Rafael Sangiovanni e Luís Felipe

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