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Jornalista: Graduação em Direito, Jornalismo, ou melhor, sem graduação?

diploma

Incrível como o desconhecimento se torna conhecimento apenas por ser profanado por um homem de paletó e gravata em frente a uma câmera.

Aprofundo a reflexão propondo, que os ministros do STF – cujo qual extinguiram a necessidade de diploma para a atuação na carreira jornalística, no presente momento, incorpore, em definitivo uma nova competência para tais trabalhadores. A competência de todas as esferas do sistema judiciário.

O que vem ocorrendo, reiteradamente, são jornalistas atuando como promotores de justiça, juizes de direito, advogados, policiais e delegados de polícia.

Esses, que se denominam da classe do jornalismo “investigativo”, que acompanham a policia em suas diligências, que mais me parece frustração profissional, ratifica a visão de que estamos perdendo competentes profissionais, competentes policiais e investigadores para o ramo do jornalismo, e ao mesmo tempo, estamos deixando de ganhar gloriosos jornalistas.

É de fundamental importância entender que o jornalismo consiste na divulgação de informações. É a atividade profissional que tem como objeto transformar o fato em notícia, portanto, coletar o fato, redigir, editar e publicar a informação sobre determinado evento. É propriamente uma atividade de comunicação, onde o profissional da área, denominado jornalista, tem como cartilha: o que, quem, onde, quando, porque e como.

Portanto, não cabe, de forma alguma, ao jornalista acusar, redimir, ou fazer quaisquer que sejam os juízos de valores intencionais, ainda que com interesse nobre. Cabe ao jornalista passar a informação para a sociedade, ainda que tais informações sejam conectadas com fatos históricos ou matérias outrora publicadas – jornalismo crítico – a fim de enriquecer a notícia, dar credibilidade e, principalmente, informar a sociedade.

Particularmente, discordo dos Ministros do STF em não exigir pré-requisito de graduação para a carreira jornalística, uma vez que, na prática vemos pessoas despreparadas psicologicamente e moralmente para exercer tão difícil profissão.

Não sendo difícil de encontrar exemplos, hoje ás 12:30, ligou-se à televisão e assistiu-se um jornalista de campo, incorporando um policial, acompanhando a diligência. Posteriormente, houve a condução dos acusados de determinado delito para a delegacia. Já na delegacia, o mesmo jornalista, agora como promotor de justiça, acusava, veemente, os homens, vale ressaltar, cidadãos. Enquanto, o jornalista que se encontrava no estúdio, atuava como juiz de direito e, com toda a sua falta de estudo na área jurídica e no que tange a dignidade da pessoa humana, bradava: “ladrão, sem vergonha, vagabundo, tem que apodrecer na cadeia, traficante.”, dentre outras atrocidades.

Faço questão de detalhar que, “tão culto juiz”, humilhava, menosprezava, “pisava”, em um homem que já não tinha nada, onde a droga imperava em sua vida, mas não como traficante e, sim, como usuário. O rosto, o choro acuado e o físico bastante magro refletiam a ação da droga. Tratava-se de um homem que não tinha casa, não tinha companheira, não tinha filhos e, porventura furtariam a sua liberdade. Mas, para tais jornalistas, o castigo da vida e do sistema judiciário não é o bastante, cabe a este senhor “juiz” retirar-lhe a dignidade.

Pense Direito.

Yuri Coutinho

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Pátria “amada” Brasil

Herois Nacionais

A busca pela verdadeira história brasileira e baiana, nos leva a pensar e refletir sobre a veracidade das mesmas. Quem são os heróis deste país? Quais foram seus feitos? Será que esse desconhecimento  leva nosso povo a ser nacionalista só na época de copa do mundo?

“Não existem fatos, apenas histórias” essa é a fala do grande escritor João Ubaldo Ribeiro, extremamente feliz na sua colocação, pois a todo o momento quando reviramos nosso passado descobrimos coisas que transformam nossa visão, o hoje idolatrado como herói pode ter sido um grande sanguinário.

Um dos motivos de ocorrer tantos equívocos na interpretação histórica é o interesse dos que estão no poder! Todos sabem, por exemplo, que Tiradentes foi “feito” como herói no momento da República para ajudar a solidificação da mesma, sua participação no movimento – inconfidência mineira - foi mínima. E como ele tantos outros são homenageados e vistos como exemplo sem saber nem ao certo o motivo disso. Quantas ruas, estádios de futebol, museus, e até mesmo aeroportos levam o nome de pessoas que ninguém sabe quem foram e se realmente tiveram importância para o país ou estado.

Trazendo para o cotidiano, há anos que o aeroporto da cidade de salvador teve seu nome trocado, de uma data importantíssima – dois de julho - não só para o estado, mas para o país, afinal a Bahia foi à última província a conseguir a independência e das poucas que conseguiu no “braço”, pelo o nome de um deputado que desconheço sua grande obra ou feito. Uma afronta a verdadeira cultura e história de um povo. Outro exemplo disso são as inúmeras ruas que se chamam Duque de Caixas, um dos maiores assassinos que nosso país já conheceu.

Muitos podem considerar isso um tema vazio, o país tem problemas maiores do que se preocupar com o nome das coisas, mas o legado de um povo é tudo que ele tem, é nele que se fazem os alicerces do amanhã.

Basta ver um filme americano (tudo bem que muitos deles distorcem a história), conversar com um francês e se tem a noção de como é necessário idolatrar sua pátria, e para que isso seja feito é preciso que cada individuo sinta-se parte dela, só o amor pelo seu país que impedirá a perpetuação de certos seres no poder. Quando os brasileiros se enxergarem como um ser único, alcançaremos um desenvolvimento pleno e longínquo.

Nomes não são apenas letras, trazem com eles toda uma simbologia, e esta não pode nunca ser mudada, que congratulem nossos verdadeiros heróis que as ruas levem nomes de seres dignos de tal honra e que o povo possa se orgulhar da tão famosa “Pátria amada Brasil.”

Pense Direito

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