Marionetes Cidadãs

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A volta do recesso dos parlamentares tem sido “quente”. Com todo esse burburinho a respeito de uma reforma política, o que vemos são nossos excelentíssimos senhores, atarefados em provarem inocência e apressados em fazer ameaças. Assistimos a esse show, ávidos por uma bela troca de farpas, que no fim acaba sempre naquela velha comida italiana. Você já se perguntou o que tem verdadeiramente ocorrido no senado?

Enquanto processos contra Sarney são arquivados, e Fernando Collor recomenda a Pedro Simon uma “sopa de letrinhas”. A diretoria da Secretária de comunicação do Senado Federal – responsável pela TV senado e rádio senado - foi trocada, o presidente nomeou para esse cargo o senhor, Fernando Cesar Mesquita, que trabalhava há 25 anos como assessor técnico do gabinete da presidência do senado. Será que tudo isso não se resumiria a uma simples manobra política? Atrás de palavras elegantes, em meio a discussões acaloradas, quem ligaria para uma mudança num setor tão “Irrelevante” Sendo uma democracia, Os políticos deixam de fato transparecer tudo o que realmente acontece na sagrada assembléia?

Há tempos que os políticos se queixam do livre acesso da imprensa ao plenário. Basta analisar o número de denúncias de corrupção que aparecem todos os dias, nunca em toda história do país nossos “guias” foram tão desmascarados e perderam tanta credibilidade. Existe um projeto para limitar a participação da imprensa no cotidiano das casas parlamentares, um dos trechos diz, que: As perguntas dos jornalistas terão de ser enviadas em um oficio, e os políticos terão um prazo de cinco dias para responder. Isso não foi amplamente discutido, e essa mudança no secretariado poderia ser o inicio dessa possível censura. De maneira primordial, utilizando do poder da mídia, e da polêmica criada por grandes atores, eles passam a idéia de que vemos e sabemos de tudo, enquanto tentam colocar um filtro, nas nossas informações. Enquanto queremos transparência, eles nos dão opacidade.

Divertimo-nos com o “circo federal” sem saber que nós somos os verdadeiros palhaços. Somos bombardeados com noticias que a todo o momento tentam esconder à principal. Manipulados, sim isso que somos. E assim seremos até o dia que questionarmos sobre as “engrenagens” desse sistema. Iludidos por verdades embutidas, viveremos sempre na mentira. Verdadeiras marionetes cidadãs.

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6 Responses to “Marionetes Cidadãs”


  1. 1 Lucas Costa

    Realmente vergonhoso essa troca de farpas dentro do nosso Congresso Nacional. Onde TODOS os nossos representantes possuem “rabo preso” e manipulam as informações e a mídia como forma de esconder o lixo “debaixo do tapete”. Lamentável…

  2. 2 Ana Rosa

    A realidade da política brasileira é realmente catastrófica. Somos sim uma marionete na mão deste povo e acho que este é o sentimento de todos nós brasileiros. É importante essa atitude de crítica e denúncia diante de uma realidade como esta! Parabéns!

  3. 3 Diego Freak

    É complicado que isso vem acontecendo tão rotineiramente, que já entra por um ouvido e sai pelo outro. Os atos secretos, o nepotismo, e com certeza sabemos no que isso vai dar. Lamentável.

  4. 4 Rafa Donadone

    Achei realmente muito bom o texto! Continuem a escrever textos de enorme qualidade e conteudo, que são atitudes e analises como estas que faltam no país. Éé de se admirar quando parte da juventude resolver dispor de seu tempo para coisas assim, além de pensar em carnaval e futebol

  5. 5 Natália Marchesini

    Um excelente texto, uma excelente reflexão. Uma verdade ainda tentando ser “escondida” pela consciencia dos que lá se fazem presentes. Estamos todos, ou pelo menos a maioria de nós, conscientes, o que falta é atitude. Ou melhor, falta a atitude correta e da maioria. Por enquanto, estamos a viver esse circo, onde nós somos os personagens principais (palhaços).
    Parabéns por mais um texto e pela iniciativa de vocês de discutir e refletir sobre esses temas.

  6. 6 Nahon Castro

    Infelizmente, nesse circo que é a política brasileira, a única coisa que nao se poderia dizer é: “RESPEITÁVEL PÚBLICO”.
    Falta-se, a todo instante, com o respeito próprio e ao povo deste país.
    Enquanto fazemos contorcionismos para viver do salário mínimo, os mágicos do Senado e da Câmara fazem sumir, à vista de todos, milhoes de reais dos cofres públicos, fazendo-os reaparecer em contas bancárias dos paraísos fiscais.
    Enquanto andamos na corda bamba do desemprego e nos vemos, frente à violência, colocando a cabeça na boca dos leoes, deputados e senadores se divertem, trespassando a já tao maltratada caixa das nossas esperanças com as espadas da vilania e da desonestidade.
    O pior é que, apesar das repetidas brincadeiras de mal gosto dos palhaços de paletó e gravata do Congresso Nacional, PARECEMOS GOSTAR.
    Parecemos gostar porque eles continuam lá, quase sempre os mesmos, quando temos em nossas maos o poder de fazer descer a lona, entre sonoras vaias e uma chuva de ovos, podres, de preferência, qual deve ser a consciência de cada um deles.
    De minha parte, prefiro ocupar o papel de domador de feras, de atirador de facas, de engolidor de fogo, do que rolar de mao em mao, nos trapézios daqueles que esperam, omissos, os outros decidirem a sua própria vida.

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